Entrevista no “Um Oceano de Histórias”

Um Oceano de HistóriasEste mês fui entrevistado pelo Blog “Um Oceano de Histórias”. A entrevista está disponível no blog, mas vou reproduzi-la aqui. Se você tem um blog, e quer me entrevistar, entre em contato!

1. Nome completo:

Leandro Soriano Marcolino

2. Idade:

28 anos

3. Quando surgiu a paixão pela escrita?

Primeiro surgiu a paixão pela leitura. Desde criança eu gosto muito de ler. Um dia, ainda no ensino fundamental, minha escola organizou uma Feira do Livro. Nesta feira, vi um aluno vendendo um livro de sua própria autoria. Este aluno era apenas um ou dois anos mais velho do que eu. Isto gerou um insight, a sensação de que se alguém tão real, tão próximo de mim, podia escrever um livro, talvez eu também pudesse fazer o mesmo. Comecei, então, a trabalhar no meu primeiro livro, e o vendi na Feira do Livro do ano seguinte. Foi uma experiência transformadora. Desde então sempre escrevo, mas nunca mais consegui terminar completamente um projeto, até finalmente surgir o romance “Vida”, quando eu já estava na faculdade.

4. O que te inspirou a escrever o livro?

Eu fiz iniciação científica durante a minha graduação. Meu orientador me emprestou um livro relacionado com a minha pesquisa, chamado Swarm Intelligence (por Eberhart & Shi & Kennedy). Este livro é sobre Inteligência Artificial, e o primeiro capítulo discorre sobre questões como: O que é “inteligência”? O que é “vida”? Lembro que os autores mencionam um exemplo supondo um planeta onde os animais são feitos de metal e perguntam se eles seriam considerados como “vivos”. Todas essas indagações me inspiraram a escrever um livro que questione a nossa definição de vida. Foi assim que surgiu o romance “Vida”, meu primeiro livro “oficial” (sem considerar o que eu escrevi quando pequeno).

Já meu segundo livro, “O Grande Livro das Pessoas sem Nome”, não tem uma origem tão clara. A ideia do livro surgiu com o conto “Identidade”, o primeiro livro da obra, sobre uma pessoa que subitamente não é reconhecida por ninguém. Foi após escrever este conto que tive a ideia de escrever o livro. Na verdade, minha intenção inicial era que o “Identidade” fosse um romance inteiro, não apenas um conto. Acho que o transformei em um conto para me exercitar como escritor. Talvez a inspiração para o “Identidade” tenha surgido do livro “O Homem Duplicado”, de José Saramago, que conta a história de uma pessoa que subitamente descobre outra que é uma cópia de si mesma. Talvez à partir daí tenha surgido a ideia de questionar nossa noção de identidade.

Ou talvez não. A origem realmente não é clara. Na verdade, eu escrevi o poema de abertura (e o conto “Desejo”) alguns anos antes do conto “Identidade”, e resolvi adicioná-los no livro depois. Escrevi o poema de abertura após assistir uma peça de teatro, do Festival Internacional do Teatro de Bonecos de Belo Horizonte. Infelizmente não lembro mais o nome da peça, mas cheguei em casa tão inspirado que sentei imediatamente e praticamente vomitei o poema. Acho que foi um dos poemas que escrevi mais rápido até hoje. Portanto, de alguma forma a ideia de escrever sobre identidade já estava dentro de mim, e com o passar dos anos foi se transformando em inspiração para “O Grande Livro das Pessoas sem Nome”.

5. Quais são suas expectativas quanto à isso?

Espero ser lido, e receber críticas e opiniões dos meus leitores. Quando eu publiquei a primeira edição do “Vida”, minha sensação era de que as pessoas só levariam a sério um livro que fosse publicado e vendido de uma forma mais convencional. Mas a primeira edição não vendeu muito, e foi pouco além de amigos, familiares e pessoas conectadas à mim de alguma forma. Ao mesmo tempo, vi as plataformas digitais (como o Kindle, Kobobooks, etc) se tornando cada vez mais comuns.

Por isso, hoje faço esforço para que meus livros estejam disponíveis gratuitamente. Acho que o mais importante agora é atingir o maior número de leitores possíveis, e a Internet é uma ótima ferramenta para isso. Infelizmente, não é fácil ter o livro disponível de graça para o Kindle, a Amazon não tem esta opção por padrão. Foi necessário uma certa insistência até conseguir tornar o livro mais acessível. É impressionante como o número de leitores aumenta drasticamente, quando o preço do livro muda de R$1,99 para R$0,00. Infelizmente, acho que o público brasileiro ainda é muito resistente a gastar dinheiro com livros, principalmente livros de autores nacionais. Pelo menos as plataformas digitais tem permitido o acesso a cada vez mais novos escritores, então espero que o mercado também evolua e acorde para o valor destes escritores.

2 ideias sobre “Entrevista no “Um Oceano de Histórias”

  1. Iris Muller

    Não consegui desgrudar da leitura mesmo quando dormi, um tema de ficção envolvido diretamente aos dogmas da humanidade, parabéns ao autor que me envolveu com o dinamismo de seu raciocínio.

    Responder
  2. Leandro Soriano Marcolino

    Obrigado! Fico feliz que você gostou! 🙂 Mas você está falando do “Vida” ou de “O Grande Livro das Pessoas sem Nome”?..

    Um abraço,
    Leandro

    Responder

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